o aviador irlandês

Domingo de páscoa

Ela deteve-se à porta quando o viu lá ao fundo, a avançar com passos incertos, primeiro uma silhueta nas sombras, depois um corpo inteiro, um rosto, uma expressão de embaraço quase infantil.

– Trazes pecadilhos na algibeira – disse ela, com voz de riso.

Cabeça baixa, as mãos escondidas, nem um fio de voz para desmenti-la.

Segurou-lhe a porta, para que ele, extenuado das voltas e descaminhos, sem chegar a sacudir os pés no tapete, cruzasse o limiar da redenção.

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This entry was posted on Março 31, 2013 by and tagged , .

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